fevereiro 09, 2009

Bye bye, Scolari

Scolari nunca me convenceu.
Perdemos os anos todos que ele esteve à frente da Selecção, do primeiro ao último, sem promover novos valores, sem formar um conjunto ofensivo, corajoso, pronto a bater-se, de igual para igual, com qualquer equipa do mundo.
Aquelas contas de mercearia no apuramento para o "Mundial" só podiam dar em frustração - vamos ganhar em casa, para podermos empatar ou perder fora, porque precisamos de "X" pontos para atingir o objectivo... não é necessário mais... Depois, claro, começámos por empatar a torto e a direito, dentro ou fora, porque não é assim que se geram as chamadas "dinâmicas de vitória". Fomos salvos pela inépcia das outras equipas, que conseguiram perder e empatar mais do que nós! Um grupo desgraçado, mas providencial.
Nenhum verdadeiro Portista suporta a petulância, o paternalismo sonso do Sr Scolari. Temos sobejas razões de queixa, mas não é por isso que o homem nunca me convenceu. É porque não presta mesmo!
Ao contrário da maioria dos altos especialistas do nosso futebol, não esqueci o interregno, que acabou com a chegada de Scolari, e fora preenchido por um modesto treinador português, um tal prof. Oliveira. Durante esse período, ele ensaiou vários esquemas tácticos, ele convocou numerosos jogadores jovens , sem a preocupação essencial de ganhar no imediato, para melhor preparar as vitórias futuras. E que bem jogava a sua equipa (ou as suas sucessivas equipas)!
O último triunfo foi sobre a Suécia, na Suécia (3-1, salvo erro). Portugal entrava em campo como o natural provável vencedor, com confiança, com alegria, e saía com os três pontos. Dando espectáculo. Um português, que acreditava nos portugueses...
Com Scolari foi o que se viu.
As embirrações, as manias, os impasses... E, em pano de fundo, a convicção de que tinha "aterrado" num país terceiro mundista, em termos de futebol.
Começou o Europeu caseiro a perder, e, depois, por puro medo do descalabro prenunciado, aceitou o que todas as cabeças sensatas aconselhavam, e foi buscar, pronto e perfeito, o núcleo da equipa de José Mourinho - com a excepção do guarda redes, erro fatal que lhe custou o título...
(há alguém que acredite num FCP campeão da Europa com um Keeper medíocre, como o "protegé" de Scolari?).
A seguir, foi o plano inclinado... Aquilo que, realmente, previsivelmente, está ao alcance de um "canastrão", de um tipo como ele, preguiçoso e antiquado - até porque todos os preguiçosos tendem a desactualizar-se, não?
O "dream team" de Mourinho dispersou-se, envelheceu...
Ficou o desconcerto de um malabarista que só brilha quando um génio, no apogeu da forma física, como Ronaldinho Gaúcho, pelo Brasil, ou Deco, por Portugal, resolve as coisas por si e pelos outros ...ou, se preferirem , com os outros.
Bom, no Chelsea, durou 7 meses.
Muito mais do que eu esperava.
Em qualquer clube europeu com pretensões, não lhe dava mais do que 7 semanas.
E no Chelsea, ainda menos...

1 comentário:

Moça do Fio disse...

Engraçado que no "Esporte Espetacular", exibido aos domingos na TV Globo, havia uma matéria onde a pergunta era a seguinte: "Por que os treinadores brasileiros não dão certos lá fora?"

O Scolari, quando esteve à frente da Seleção, foi excelente... todos os brasileitos o admiram. Diferente do Parreira, um cara chato pra cacete.

Agora, é claro, que isso varia. É só ver os jogadores daqui nos times europeus... dão cada show...

Beijos.