fevereiro 12, 2013

Conheço Mestre António Joaquim e o seu trabalho há muitos anos e é-me difícil dizer se gosto mais da Pessoa, da sua cativante simplicidade e grandeza de espírito. se do Artista, tão ousado e tão bem sucedido no intento de procurar e de conseguir a perfeição pintada numa tela..
Foi, todavia, há pouco tempo, que por o acaso me permitiu acompanhar de perto, no dia a dia, a aventura que foi planear, executar e viver uma exposição, uma retrospectiva da sua pintura.
O acaso de ser vereadora da Cultura na Câmara de Espinho, e de dispor de uma belíssima galeria à espera de uma inauguração que se queria memorável. O acaso de um encontro imprevisto com Mestre António Joaquim, de um desafio que, de imediato lhe lancei para ser ele a protagoniza-la, e que ele, aceitou, de imediato, num gesto espontâneo e generoso (idiossincrático!)
O meu problema, que logo assim se resolveu, era o de inaugurar da melhor forma o imenso espaço das galeria do Museu Municipal de Espinho, duas galerias geminadas que parecem correr para o mar, intermináveis..  Uma inauguração que realmente marcou os anais do Museu e da vida cultural da cidade, com Mestre António Joaquim, nosso Amigo e nossos vizinho, natural de Santa Maria da Feira, terra mãe de Espinho.
Recordo como um  tempo particularmente feliz o desse acontecimento que durou apenas um mês, único, intenso, irrepetível. Era o tempo de viver o presente, que iria certamente "fazer história" - olhando as paredes longas, transfiguradas num deslumbrante mural  de obras primas,  guardando já  imagens, sensações, antecipando memórias que ficariam para sempre.

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